Sustentabilidade: municípios do Oeste se mobilizam em ações do Programa Encontro e Caminhos

A Bacia Hidrográfica do Paraná 3 compreende uma área de cerca de 8 mil km2 de afluentes que lançam suas águas diretamente no Rio Paraná, onde está situado o Lago de Itaipu. Em seu entorno estão localizados 29 municípios que juntos têm a nobre missão de preservar os recursos naturais.

 

Este compromisso fica ainda mais evidente durante as atividades do Programa Encontros e Caminhos, desenvolvido pela Itaipu Binacional em parceria com o Conselho dos Lindeiros e as prefeituras da região. São três meses de intensas ações que unem sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. 

 

Desde setembro, a Web Rádio Água tem destacado algumas dessas iniciativas. Na “tríplice fronteira” entre Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu, por exemplo, o lançamento oficial do Programa contou com plantio de árvores e soltura de alevinos, como são chamados os peixes recém-nascidos.

 

 

Durante o evento, o assistente da Diretoria de Coordenação da Itaipu, Gilmar Secco, destacou a importância das ações: “Estamos abrindo um leque de iniciativas onde cada município pode usar a sua criatividade e seu protagonismo para propor a sua agenda. A somatória de tudo isso e o resultado dessa junção de boas ideias e vontades fazem com que o Encontros e Caminhos já nasça com sucesso e que muito bem representa todos os municípios”. 

 

Em Foz do Iguaçu, o destaque da programação foi a capacitação de 500 professores da rede municipal sobre a importância do papel da educação infantil no processo de aprendizado e conscientização quanto à gestão dos resíduos sólidos. Os encontros presenciais foram divididos entre atividades práticas e teóricas, conforme explicou Rosani Borba, professora e educadora ambiental da Prefeitura de Foz do Iguaçu: “São atividades que eles podem replicar com as crianças e os pais também. Uma outra atividade é o 'Mandando bem', em que eles pensam os tipos de resíduos que são gerados nos vários espaços do CMEI, listam o tipo de material que é gerado, e a gente trabalha com eles qual é o destino correto”. 

 

Uma das ações promovidas em Missal foi a construção de uma cisterna “ferro e cimento” com capacidade para armazenar 30 mil litros de água. A obra deve servir como exemplo para toda a cidade, conforme ressalta o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Missal, Altair Luiz Fetzner: “Essa cisterna ferro-cimento foi estratégica porque pegamos uma propriedade que tem carência de água e vamos utilizar essa propriedade como referência para os agricultores e a população em geral”. 

 

Em Santa Terezinha de Itaipu, o diretor do Departamento de Meio Ambiente, Paulo Henrique Squinzani, citou algumas das atividades executadas na cidade: “Tivemos momentos culturais, como músicas e canções relacionadas à preservação dos recursos naturais. No Dia da Árvore, realizamos o plantio de 350 mudas de árvores nativas na área de recuperação da mata ciliar do Lago de Itaipu, na Comunidade Três Fazendas.”

 

Na maioria dos municípios, uma das atividades mais aguardadas foram as expedições pelas dez belezas naturais e culturais elegidas pela população. Em Santa Helena, a ação contou com o apoio de pescadores e grupos de pesca esportiva. “Foi uma experiência diferenciada onde o pessoal teve o privilégio de conhecer Santa Helena pela água. Santa Helena já tem o slogan que diz 'Santa Helena: Terra das Águas”, então se é Terra das Águas o pessoal tem que conhecer essa parte do lago, dos rios e córregos”, explicou a chefe do Departamento de Meio Ambiente, Diana Pivatto.

 

 

A arte urbana aplicada à conscientização ambiental também integrou a programação. Em Maripá, uma oficina sobre o tema foi ministrada pelo artista Isaac Souza de Jesus. Após uma breve introdução sobre a utilização do spray e uma contextualização histórica sobre a cultura hip-hop, os adolescentes e jovens colocaram a mão na massa - ou melhor, na lata - e repaginaram espaços públicos: “Ela (a arte) pode ser usada como resistência, protesto e provocação ao cuidado, no caso da sustentabilidade e do meio ambiente. Quanto mais as pessoas recebem informação, acredito que mais isso mexe com elas”, afirmou Isaac.

 

Em Toledo, os organizadores locais tiveram a preocupação em promover atividades em diversos horários, uma maneira de atingir o maior público possível. “Pela manhã e tarde fizemos nas escolas, aonde nós trabalhamos a oficina de origamis, a oficina de chás e plantas e o sal temperado, aonde nós temos a oficina de guarda consciente que é a questão da proteção animal. Além disso, temos os trabalhos com as hortas. À noite nós trabalhamos na comunidade. Fizemos o 'mateando', cada família ou quem quiser trazer o seu chimarrão ou seu tereré, nós fizemos uma roda de conversa à noite”, pontou Tânia Maria Lagemann, coordenadora do Comitê Gestor Municipal.

 

Leia e ouça a matéria na íntegra na Web Rádio Água, o portal do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) sobre Água, Energia e Sustentabilidade!