Rumo a Brasília 2018: Foz do Iguaçu sediou evento preparatório para o Fórum Mundial da Água

A pouco mais de um mês do Fórum Mundial da Água no Brasil, Foz do Iguaçu recebeu a penúltima edição do Rumo a Brasília 2018. O evento, apoiado pela Itaipu Binacional, é preparatório para o Fórum e reuniu mais de 200 lideranças de diversos setores nas esferas econômica, política, tecnológica e cultural.

 

Um dos painéis deu destaque para as experiências de Itaipu. Moderador em um dos painéis, o superintendente de Gestão Ambiental da binacional, Ariel Scheffer da Silva, lembrou dos compromissos ambientais assumidos antes mesmo de uma legislação específica sobre o tema. “Lá no passado tiveram ações que surpreenderam em termos de época no lado ambiental. Desde a faixa de proteção da Itaipu, a recomposição dessa faixa com vegetação, até a questão do resgate de fauna, que foi muito bem estruturado. Desde lá já começou dando bons exemplos”.

 

 

O mesmo espaço contou com a participação de Simone Frederigi Benassi, da Divisão de Reservatório da Itaipu, que explicou o trabalho realizado pela usina no monitoramento da qualidade da água tanto na Bacia do Paraná 3 (em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná), quanto no reservatório. Já Sérgio Paulo de Oliveira, assessor especial da Diretoria de Coordenação, citou os avanços de Itaipu no desenvolvimento regional sustentável com a ampliação das ações para todos os 52 municípios da AMOP (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), além de Altônia (PR) e Mundo Novo (MS). 

Juventude do Oeste do Paraná mostra sua força

 

Grupos formados por jovens que buscam discutir e encontrar soluções para melhorar a qualidade do meio ambiente. Em um dos painéis do Rumo a Brasília 2018, quatro jovens líderes de seus respectivos projetos mostraram que é possível criar uma realidade melhor para o futuro. 

 

 

Alguns desses trabalhos são promovidos no Oeste do Paraná, como o Coletivo Jovem da BP3. “As questões são construídas conjuntamente. Nós construímos o nosso cardápio de atividades, que segue uma construção horizontal. Buscamos dar voz aos jovens, dar empoderamento aos jovens e ouvir o que eles têm a dizer”, explica Karini Scarpari, membro do coletivo que surgiu como um dos programas de conscientização ambiental da Itaipu. 

 

Um dos grandes lemas dos trabalhos é dar autonomia para os jovens e ampliar o engajamento nas questões sociais e ambientais. Rubens Jahadly, outro membro do  coletivo, ressalta que o grupo é formado por pessoas diferentes que compartilham o mesmo ideal. “Eu entendo que fazemos parte de algo muito maior. Enquanto ser humano, quando reconhecemos que vivemos no mundo, e o mundo só pode melhorar a partir das nossas ações”, pontua. 

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