PTI quer levar nova abordagem para escolas municipais de Foz com Educação Positiva

O bem-estar e o desenvolvimento emocional dos indivíduos são o foco da proposta do Laboratório de Educação Positiva do Parque Tecnológico Itaipu (PTI). A iniciativa pretende complementar a metodologia tradicional de ensino, atuando em conjunto com outros projetos educacionais do PTI e escolas municipais de Foz do Iguaçu. 

 

O Laboratório de Educação Positiva ainda está em fase de planejamento, mas a expectativa é que, já em 2018, a abordagem seja levada para até quatro escolas municipais, destinadas a alunos do ensino fundamental I. 

 

O gerente do Laboratório de Educação Positiva do PTI, Professor Kristian Sgorla, explica que a proposta é uma nova abordagem educacional, que surgiu a partir da junção da Psicologia Positiva, que trabalha as questões do desenvolvimento do bem-estar das pessoas, com a Investigação Apreciativa, que, em linhas gerais, visa solucionar problemas e encontrar soluções de forma colaborativa. 

 

Sgorla destaca que a intenção é promover uma mudança de cultura nas escolas, para que as instituições comecem a se preocupar com a inteligência emocional dos alunos, além da intelectual.  “No sentido de que eles consigam dar mais significado às coisas que eles estudam, e desenvolver um plano de vida mais facilmente”, ressalta Sgorla. “A educação positiva enxerga que o desenvolvimento das forças de caráter e do bem-estar do aluno pode complementar o ensino tradicional, e os estudos mostram que o resultado disso é muito bom em termos de performance acadêmica e qualidade de vida”, complementa. 

 

 

De dentro para fora

Conforme o gerente do laboratório, a atuação será em duas frentes: inicialmente, o projeto dará suporte às iniciativas educacionais já existentes dentro do PTI. “Já temos no DNA das ações educacionais do Parque o trabalho com o desenvolvimento pessoal dos envolvidos nesses projetos, como o Trilha Jovem e o Vira Vida. Então, o que está posto dentro do PTI vai poder receber o suporte da Educação Positiva, de forma a alcançar como resultado um melhor desempenho e um maior bem-estar dos participantes”, destaca. 

Em um segundo momento, o laboratório quer trabalhar com o ensino público. A ideia é levar o projeto para algumas escolas do Ensino Fundamental I de Foz do Iguaçu. “Nesse caso, não daremos apenas o suporte, mas também construiremos, de forma colaborativa com as partes interessadas, as diretrizes de como trabalhar”. A cultura positiva permeia todos os colaboradores e setores da escola, como professores, administradores, zeladores, gestores escolares, música, esporte e teatro. 

Para mensurar os resultados do projeto, a ideia é fazer um diagnóstico da situação dessas escolas antes do início da implementação da Educação Positiva. “Quando falamos em educação, nem sempre os resultados são tangíveis, mas tentaremos fazer com que eles sejam mensuráveis e com que consigamos localizá-los”, reforça Sgorla. 

Em dezembro, o Laboratório de Educação Positiva do PTI foi apresentado durante o encontro anual dos chefes dos Núcleos Regionais de Educação do Paraná, realizado no Parque, que demonstraram interesse na iniciativa. Ainda no primeiro semestre de 2018, segundo o gerente, será organizado um evento “catalisador”,  com o objetivo de difundir a proposta e despertar o interesse dos públicos interno e externo. 

“Também entraremos em contato com a Secretaria Municipal de Educação, para termos noção de quais escolas poderão trabalhar conosco”, diz Sgorla. “Uma de nossas premissas principais é que, para trabalhar no projeto ou com a Educação Positiva, a parte interessada precisa, de fato, estar interessada. A ideia é firmar parcerias, especialmente com o público externo, com pessoas e instituições que realmente se identifiquem com a nossa proposta”.

 

O Laboratório foi apresentado durante o encontro anual dos chefes dos Núcleos Regionais de Educação do Paraná. Foto: Kiko Sierich.