PTI entrega solução para automatização do monitoramento de sistema da Itaipu

O Laboratório de Automação e Simulação de Sistema Elétricos (Lasse), do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), entregou à Itaipu Binacional um sistema que vai auxiliar os engenheiros e técnicos da hidrelétrica no monitoramento dos motores do sistema de água pura da usina, processo que atualmente é feito de forma manual. Além de atender todas as especificações do produto, a equipe do Lasse fez um treinamento sobre a operação e a manutenção do Sistema de Monitoramento Remoto de Motores (SMRM) aos colaboradores da Itaipu.

 

Desde que o Lasse recebeu a demanda da Itaipu, foram 18 meses para o desenvolvimento do projeto, que foi finalizado e entregue em abril deste ano. O SMRM é uma espécie de “carrinho”, que é levado ao motor que precisa ser monitorado no sistema de água pura – responsável pelo resfriamento das barras estatóricas das unidades geradoras da hidrelétrica (cada uma das 20 unidades da usina possui 1.008 dessas barras).

 

Segundo o gerente do Lasse, Rodrigo Bueno Otto, após conversa com o pessoal da Itaipu para o detalhamento dos pontos que seriam coletados e a abordagem, foi desenvolvido pelo Laboratório o sistema. “Todo o sistema embarcado que está na controladora é PTI-Lasse. Toda a lógica da aquisição dos dados, a apresentação dos dados na tela, que mostra os pontos que estão sendo coletados, os locais e os valores, tudo foi feito pelo Lasse”, comenta Otto.

 

O sistema coleta parâmetros mecânicos da máquina que precisa ser monitorada, automatizando os testes da usina. Esses dados são posteriormente analisados pelos engenheiros da hidrelétrica. O SMRM é “caixa branca”, conforme o gerente do Laboratório. “Não tem nenhum segredo de nossa parte na entrega para a Itaipu. Tudo foi disponibilizado no final do projeto”, explica.

 

 

O engenheiro eletricista Tacio Demarchi Fonseca, supervisor da Divisão de Laboratório da Itaipu, conta que as medições que serão feitas pelo sistema desenvolvido pelo Lasse eram realizadas manualmente. “Esse sistema representa um primeiro passo rumo a acompanharmos mais de perto a evolução da condição operativa de alguns motores importantes dentro da Usina”, afirma. Segundo ele, por enquanto foi entregue o primeiro protótipo do SMRM - instalado nos motores do sistema de água pura da unidade geradora 08 - com a finalidade de avaliá-lo e realizar ajustes.

 

Próximas entregas previstas

O Lasse tem como principal missão atender demandas na área de energia, principalmente ensaios e simulações de sistemas elétricos, e apoiar o plano de atualização tecnológica da Itaipu com a execução de projetos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Uma série de soluções em que o Laboratório está trabalhando estão previstas para ser entregues à hidrelétrica nos próximos meses.

O sistema coleta parâmetros mecânicos da máquina que precisa ser monitorada, automatizando os testes da usina.

 

Entre essas demandas estão novas unidades do Registrador de Perturbações e Medições Fasorial (RMPF), equipamento que acompanha em tempo real as condições do sistema elétrico por meio de medições fasoriais. “Entregamos uma unidade, que está disponível desde 2014 e em pleno funcionamento; e estamos desenvolvendo novos RPMFs para outras unidades geradoras. No próximo semestre serão mais quatro, em um total de nove que vêm por aí”, destaca Otto.

 

A equipe do Lasse também está trabalhando em novas funcionalidades para o sistema Matrix, que faz o monitoramento das unidades geradoras. “Esse sistema não foi desenvolvido por nós, foi licitado pela Itaipu. Nós estamos trabalhando em cima de uma inteligência nesse sistema”, conta o gerente.

 

Outra missão do Laboratório é desenvolver três unidades do Sistema de Registro Período Dinâmico nos próximos meses. Conforme Otto, também está sendo finalizado o projeto do Sistema de Monitoramento de Para-Raios. Os softwares web e local do Sistema de Monitoramento de Transformadores é outro projeto que está sendo feito no Lasse e estará disponível para a Itaipu instalar em campo em alguns meses. “Na mesma lógica, todo o sistema feito por nós é de tecnologia aberta: não tem nenhum componente ou algo em que a Itaipu não tenha participado do processo”, ressalta Otto.