PTI completa 15 anos de história e se destaca como referência em ações sustentáveis no território

O Parque Tecnológico Itaipu (PTI), um braço da usina hidrelétrica que mais produz energia limpa e renovável no mundo, vem se destacando em inovação e tecnologia sustentável na região Oeste do Paraná e na fronteira com Paraguai e Argentina. A forte atuação em pesquisas e projetos inovadores abriu espaço para novos mercados e atraiu o interesse de outros países. São 15 anos de história, celebrados por meio de parcerias com várias instituições, nacionais e internacionais, com resultados positivos para 2018.

 

Convênios e negócios

 

Só em 2017, o PTI assinou 67 novos projetos, de um total de 166 executados ao longo do período, e 177 ao longo da sua trajetória. Atualmente, o Parque conta com 170 iniciativas, entre 44 convênios firmados visando o fomento à pesquisa, inovação tecnológica, desenvolvimento territorial e disseminação da cultura como fator crucial para a construção de massa crítica.

 

 

A Incubadora do Parque também é destaque. De 2006 até 2017, 56 empresas passaram pela Incubadora, gerando um faturamento em torno de R$ 50 milhões. Atualmente, são 10 empresas incubadas e outras nove aprovadas no início de novembro para incubação a partir de janeiro de 2019. Até o final deste ano a previsão é que os negócios viabilizados pela Incubadora tenham faturamento de aproximadamente R$6,5 milhões, entre empregos e renda gerados em toda a região Oeste.

 

Formação de pessoas

 

No âmbito educacional, o PTI contribuiu para a formação de mais de 2600 profissionais, por meio das parcerias firmadas com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Universidade Aberta do Brasil (UAB), localizadas na área do Parque. Entre os anos de 2006 e 2018, o Parque prestou apoio a 900 graduados em cursos do ensino superior e 1425 profissionais em cursos de especialização. Neste período, o PTI também deu suporte a formação de 242 mestrandos e 36 doutorandos.
 

Relações internacionais

 

No último ano, o PTI vem consolidando seu papel como referência em tecnologias sustentáveis relacionadas ao nexo água-energia-alimento por meio da formalização de parcerias com instituições estrangeiras. Esta internacionalização do Parque promove não apenas o intercâmbio de informações, mas também a aceleração de processos de desenvolvimento e inovação para toda a região trinacional, ao contar com países parceiros como Estados Unidos, Áustria, Portugal, Suíça, China, Dinamarca, Alemanha, Paraguai, Argentina, além de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Entre os frutos desta internacionalização está um acordo firmado com a Índia para o desenvolvimento de supercomputadores – máquinas de altíssimo desempenho utilizadas para pesquisas científicas e militares – e a implementação do Laboratório de Computação de Alto Desempenho (HPC-Lab) no Parque em 2018.

Destaca-se também a parceria firmada com universidades francesas para o desenvolvimento de projetos sob a temática de Cidades Sustentáveis, atualmente estruturada no PTI por meio de um laboratório específico para viabilizar ações estratégicas de âmbito nacional e internacional.

 


Mais de 120 propostas de negócios foram inscritas no edital de incubação em 2018. 

 

Ativos intangíveis

 

Ainda em 2018, o PTI divulgou um estudo conduzido por uma equipe técnica do Parque baseado em uma metodologia voltada à mensuração dos chamados ativos intangíveis, levando em conta todos os investimentos realizados pela instituição que retornam para a sociedade, especialmente à região Oeste. Entre geração de conhecimento, pesquisas e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, o grupo atribuiu um valor superior a R$ 1 bilhão às ações do Parque.

 

A pesquisa se dedicou à análise dos ativos intangíveis devido a sua representatividade que, ao contrário de ativos tangíveis concretos, dão-se por meio dos conhecimentos, práticas e atitudes que compõem o valor da instituição. Atendendo à demanda da Itaipu Binacional, emitida em 2014 em sua apresentação de resultados à mantenedora, o PTI desenvolveu a análise como forma de ir além dos custos evitados pelo Parque para melhor dimensionar sua atuação no território. O estudo foi realizado em 2017 com base em dados coletados sob ano de 2016, resultando no valor final de R$ 1,127 bilhões.

 

Representatividade

 

De acordo com Jorge Augusto Callado, diretor superintendente do PTI, as ações do Parque voltadas à sustentabilidade sobre a região consolidam a instituição como agente transformador do território. Por meio de pesquisas na área de energias renováveis e da promoção da cultura empreendedora, destaca Callado, o PTI promove a geração de emprego e renda, além do uso e desenvolvimento sustentável do biometano e energia fotovoltaica na região. 

 

O diretor ressalta ainda a evolução tecnológica do PTI que vem sendo aplicada não apenas à Itaipu, mas também em vários municípios em termos de planejamento e gestão resultantes de convênios firmados entre as duas instituições. “Os 15 anos de atuação do PTI simbolizam a melhoria, evolução e um reforço dos caminhos para a sustentabilidade em todo o território”, avalia Callado.