PTI aposta na valorização do professor por meio de cursos de formação

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, a frase de Paulo Freire, educador, pedagogo e filósofo brasileiro, considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial e influenciador do movimento pedagogia crítica, serviu de modelo para que o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) apostasse na valorização dos professores como agentes transformadores da educação, e instigadores da arte e da cultura nos espaços onde trabalham e estão inseridos.

 

O Parque vem, ao longo dos últimos anos de atuação em Foz do Iguaçu e na região Oeste do Paraná, fortalecendo os programas de formação que capacitam professores da rede básica de ensino, por meio de cursos, palestras, formações continuadas, métodos de ensino por investigação e workshops que discutem com os professores novas formas de ensino-aprendizagem em sala de aula em diversas áreas como a crítica, a científica, a pedagógica e, sobretudo, o próprio bem-estar dos educadores.

 

Ensino por investigação

 

Um dos programas do PTI que desenvolve essas formações é o Estações Ciências. O processo de formação iniciou em 2017 e, até agora, foram formadas seis turmas, somando 119 professores fcapacitados. No ano passado, duas formações ocorreram no Parque e outra na Escola Municipal Monteiro Lobato. Neste curso, 47 professores foram certificados. 

 


Polo Astronômico do PTI também oferta formações aos professores. 

 

Já em 2018, o programa Estação Ciências realizou três formações no PTI e uma continuação também na Escola Municipal Monteiro Lobato, formando 72 professores. Por enquanto, esses cursos ocorrem apenas em Foz, mas existe a previsão de que sejam estendidos para os municípios da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP) nos próximos anos. 

 

O foco do Estação Ciências é atender professores do ensino fundamental I e escolas públicas por meio do método de ensino por investigação. O método propõe aos professores uma nova forma de ensinar as ciências às crianças, utilizando experiências, práticas lúdicas e com maior integração e participação dos alunos.

 

Esse tipo de formação discute e aborda o ensino por investigação como estratégia pedagógica para diversificar a prática do dia a dia dos professores na escola. A ideia é de que o educador promova discussões entre os alunos e desperte neles o interesse para construção de questões e respostas sobre o mundo natural, contribuindo, consequentemente, para o desenvolvimento crítico desses alunos.

 

Formação tecnológica

 

Outra atuação do PTI na formação de professores tem sido por meio do Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal (NTM), um programa do Governo Federal que existe em vários municípios brasileiros e, em Foz, funciona dentro do Parque por meio de uma parceria do PTI e a prefeitura. O NTM tem como objetivo a oferta de cursos de formação continuada que incentivem, motivem e capacitem o professor da rede municipal na prática de suas atividades diárias. 

 

Em Foz, o NTM foi criado em 2009 e, desde então, atende grupos de professores municipais da educação infantil, da especial e da fundamental, com formações que discutem as dificuldades encontradas por eles com os conteúdos pedagógicos e que apontam novas perspectivas para a profissão.

 

As formações ocorrem semanalmente, nas salas do PTI, reunindo professores por grupos, dependendo da escolha de cada um pelo tema. Conforme o curso, a conclusão pode ser em um único dia, e outros se estendem por várias semanas. Todas as capacitações recebem o certificado do Ministério da Educação (MEC), o que valida o currículo profissional dos docentes.

 

 

Assuntos como o Plano Municipal de Educação, qualidade no ensino, projeto Horta Mandala, educação específica em artes, ciências e educação física são exemplos de formações que já ocorreram no PTI por meio do Núcleo.

 

De 2009 a 2017, entre formações, orientações, seminários e palestras, o NTM soma 28.345 atendimentos a professores. De janeiro desde ano até o início de outubro, são mais de 4.800 atendimentos, entre aqueles ofertados pelo NTM e os que receberam o apoio do Núcleo, realizados em outras instituições.

 

O Polo Astronômico do PTI também oferta cursos de formação a professores e é referência em ações de ensino-aprendizagem e pesquisa em astronomia. De 2009 a 2018, 1.502 professores foram certificados em cursos de formação. 

 

Para o diretor superintendente do PTI, Jorge Augusto Callado, o Parque deve manter e desenvolver sempre as vocações regionais, estaduais e internacionais na área da educação, fortalecendo parcerias e o apoio às formações profissionais. “Não se faz educação sem profissionais da educação, sejam eles professores, pedagogos ou orientadores educacionais. Todas as ações que visam promover a formação continuada daqueles que fazem e farão a educação no dia a dia terão todo apoio do PTI, desde o nível básico até os níveis de pós-graduação”, ressaltou.