Projeto de realidade virtual do PTI vai auxiliar operação e manutenção da Itaipu

A realidade virtual será utilizada para auxiliar a operação e a manutenção dos equipamentos da usina de Itaipu Binacional. Há cerca de um ano, profissionais do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), por meio do Laboratório de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos (Lasse), realizam testes para colocar o projeto em prática. 

 

A proposta de realidade virtual foi uma iniciativa da própria equipe do Lasse. No final de 2018, conforme o gerente do Laboratório, Rodrigo Bueno Otto, a Itaipu Binacional fez uma encomenda oficial ao PTI para que a estratégia fosse aplicada a um projeto específico dentro da usina. 

 

Otto explica que, com base em tendências de mercado, especialmente com foco na indústria 4.0, o Lasse buscou investir na linha de realidade virtual e procurou profissionais especializados na área. Como a maior parte da atuação do Laboratório, o projeto tem como foco a modernização da usina de Itaipu. “Nesse conceito, vamos trabalhar com a parte de visualização de dados e de informações, voltada para a parte de apoio ao serviço de manutenção da usina e também à capacitação dos trabalhadores”. 

 

Possibilidades amplas

 

Jaime Süne, pesquisador do Lasse e engenheiro aposentado da Itaipu, afirma que os conceitos de realidade virtual e realidade aumentada têm ampla aplicação nas áreas de manutenção e operação da usina ou de qualquer outra empresa do setor elétrico. 

 

Ele exemplifica: “Podem ser aplicados em processos de montagem e desmontagem de equipamentos, treinamento em técnicas de manutenção, podem ser criados ambientes virtuais nas área de operação, análise de falhas, criadas ações voltadas à segurança do trabalho...” O engenheiro complementa: “a sua criatividade de uso dessa ferramenta é o que vai determinar o quanto ela será utilizada”. 

 

 

Formação e atração de jovens

 

Formado em Jogos Digitais, pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo, Lucas Rafael Crestani dos Santos, 22 anos, foi convidado para trabalhar no Lasse para auxiliar no projeto de realidade virtual. “Minha atividade é voltada para a construção de ambientes, utilizando equipamentos pré-modelados por engenheiros e também na programação desse ambientes”, conta. 

 

 

Até então, Lucas nunca tinha trabalhado na área industrial e considera a experiência uma oportunidade de aprendizado. Além do apoio à modernização de Itaipu, ele acredita que o projeto é importante para a especialização de jovens na área.

 

Sobre o Lasse

 

Criado há 10 anos, o Laboratório surgiu com o propósito de tornar Itaipu cada vez mais autossuficiente. Através de simulações de sistemas elétricos, a missão é atender as demandas na área de energia e, com isso, contribuir com o processo de independência tecnológica da maior hidrelétrica do mundo em geração de energia.