Pesquisa de Baterias avançam na Itaipu e no PTI

Pesquisadores do Parque Tecnológico Itaipu estão, desde 2016, trabalhando em pesquisas para apontar desenvolvimento na área de baterias industriais. O tema pode parecer denso, mas o alcance pretendido é de poder transferir tecnologias, apostando, por exemplo, na criação de condições para produção nacional de baterias de níquel-sódio, atualmente produzidas em poucos países, como China e Itália.

 


Aqui no Brasil, os laboratórios da PTI já ganharam destaque em uma publicação especial na revista Magazine Pb S. America. A reportagem conta um pouco da trajetória dos pesquisadores e como chegaram na formação do grupo, que tem como principal objetivo o projeto de formação de recursos humanos da área se baseando nas metodologias científicas, procurando atender às necessidades da sociedade e do mercado. Sobretudo, como objetivo estratégico, atender às demandas da Itaipu e do PTI no desenvolvimento da região Oeste Paranaense, contribuindo e incentivando a vinda e criação de empresas nesta região.

 


O pesquisador coordenador do laboratório de pesquisa avançada em baterias do PTI, Dr. Fabio Plut Fernandes, defende o posicionamento do trabalho realizado até aqui. “Nosso principal objetivo é formar jovens empreendedores que possam aprender o método científico, que tenham esse interesse, que estejam inseridos em projetos dentro do Parque Tecnológico Itaipu ou que já estejam em cursos de graduação das Universidades instaladas no Parque. Nosso foco é trabalhar na pesquisa para apontar desenvolvimento nas nossas três linhas de pesquisa em baterias. Agimos de forma consciente no Parque,  trabalhando a interligação entre a pesquisa, o desenvolvimento e apontando à negócios e inovações”, destacou o pesquisador.

 

Pesquisas

 

Uma delas é a bateria de níquel-sódio, onde os insumos principais (níquel e alumínio) são encontrados em excesso no Brasil, ambos pouco aproveitados em produtos de tecnologias e vendidos como commodities. Essa seria uma das grandes apostas do Parque, a criação de condições para a produção nacional de baterias níquel-sódio, com maior durabilidade, onde existe um projeto de transferência de tecnologia em andamento.

Trabalho de pesquisadores recebeu destaque na revista Magazine Pb S. America. Foto: Kiko Sierich.

 

Sobre as baterias chumbo-ácido, o pesquisador disse que existe, ainda, uma série de modificações que serão exigidas dessas baterias pelos novos mercados em expansão (tecnologia stop/start, carros elétricos de baixa velocidade e energias renováveis). “Estamos, assim, apontando uma prototipagem de baterias de chumbo ácido avançadas. Para tanto, estamos nucleando um grupo em que estão se focando nos mecanismos reacionais na carga e descarga, onde foram desenvolvidas uma série de tecnologias de estudo.

 


"Pensamos em trabalhar na pesquisa de chumbo-ácido porque existe um parque industrial consolidado no país e com 60 fábricas na América Latina que já nos relacionamos. E sobre as baterias de Íons Lítio/sódio, de grande consumo mundial, há perspectivas. Estamos abrindo 2018 na formação de recursos humanos e estabelecendo as parcerias  tanto em Universidades pela América Latina, como em centros de pesquisa e empresas”, enfatizou Dr. Fabio.