Itaipu e PTI avançam em questões de mobilidade sustentável

Automóveis e motocicletas contribuem – e muito - para as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Para se ter uma ideia, somente entre 1994 e 2014, o aumento das emissões foi da ordem de 192% segundo dados do Sistema de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg). 

 

A realidade vai na contramão do compromisso assumido pelo Brasil na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A meta nacional de redução firmada é de 43% em quinze anos, entre 2015 e 2030. 

 

Em Foz do Iguaçu (PR), a Itaipu Binacional vem fazendo a sua parte. Entre veículos elétricos e os movidos a biometano, cerca de metade da frota da usina já é composta por veículos sustentáveis. Os mais novos integrantes são os 20 modelos do veículo elétrico Zoe, fabricado pela montadora francesa Renault, com autonomia de 400 quilômetros, duas vezes superior a da primeira geração lançada em 2012. 

 

Veículos elétricos Zoe com autonomia de 400 quilômetros. Foto: Kiko Sierich.

 

A recarga rápida pode ser realizada em apenas 1h40, conforme explica o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Renault do Brasil, Marcus Vinicius Aguiar. “É um carro moderno e seguro. Perde aquele mito de que veículo elétrico não tem autonomia e que você não vai conseguir ir e voltar para o seu destino”.

 

Aguiar conta que a parceria entre Itaipu e Renault firmada desde 2012 é tecnológica. “É uma parceria em que Itaipu aprende, a Renault dá consultoria técnica e a Itaipu também sugere alternativas tecnológicas e tem trabalhado para esse modelo de sustentabilidade.”

 

De acordo com o assessor de Mobilidade Elétrica Sustentável da Itaipu, Celso Novais, a tendência é que a participação desse tipo de veículo aumenta ainda mais na binacional. “Estamos caminhando para que, em poucos anos, tenhamos uma frota 100% sustentável. Essa é a ideia”, explica.

Além de ajudarem no transporte, os novos automóveis poderão ser utilizados para diversos estudos sobre características como consumo, comportamento do usuário e impacto dos veículos na rede elétrica. Novais também ressalta a importância da parceria com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI). “É a nossa força de trabalho com muitas pesquisas. Um dos pontos fortes que temos feito é o desenvolvimento de baterias de sódio, onde o PTI tem know-how para poder fazer o desdobramento e essas novas etapas do projeto.”

 

Ana Carolina Sala Moreno, gerente de projeto do Centro de Mobilidade Sustentável do PTI, explica um pouco dessa relação entre o Parque e a Itaipu na promoção de um serviço de mobilidade mais sustentável: “O PTI colabora com as ações de mobilidade da Itaipu através da execução de projetos relacionados a esta temática, como, por exemplo, o desenvolvimento de eletropostos, que são os dispositivos utilizados para realizar o carregamento de veículos elétricos conectados à rede. Além disso, apoiamos também a operacionalização dos projetos-pilotos implantados pela Itaipu, como é o caso do compartilhamento de veículos elétricos, que hoje está em atuação dentro da própria usina.”

 

 

Quase um ano após o lançamento do Sistema de Compartilhamento Inteligente (SCI) de veículos elétricos, os números impressionam. Os onze veículos elétricos Renault Twizy, utilizados no serviço de compartilhamento pelos empregados, percorreram mais de 16 mil quilômetros e deixaram de emitir mais de cinco toneladas de CO2 na atmosfera, gerando uma economia de mais de R$60 mil.

 

O Programa Veículo Elétrico (VE) da Itaipu também já registrou vários avanços. Dentro das dependências da empresa foram montados 140 veículos elétricos em parceria com a Renault, Fiat e outros parceiros, como carros de passeio, caminhão, ônibus, utilitário e até um avião elétrico.

 

A Itaipu é uma das empresas pioneiras em difundir e investir a tecnologia do veículo elétrico. Inclusive, incentivando a criação de uma cadeia de fornecedores, contribuindo para impulsionar o desenvolvimento tecnológico do Brasil e do Paraguai. Ouça e leia a matéria na íntegra na Web Rádio Água.