Empresa incubada do PTI desenvolve fertilizante sustentável

O desafio era produzir um fertilizante sustentável com garantia de alta produtividade e melhoria da qualidade do solo. E o mais importante: sem agredir o meio ambiente. Foi isso o que a Embio, empresa de Marechal Cândido Rondon, incubada do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), conseguiu fazer com sucesso.

 

Resultado de cinco anos de pesquisas e testes, o produto é capaz de estimular o enraizamento das plantas e garantir mais nutrientes e equilíbrio ao solo. A recomendação para os produtores é de utilizá-lo antes do plantio ou no período de planta baixa, garantindo assim melhor produtividade. 

 

O produto inovador da Embio ajuda a desmistificar boatos criados em torno dos fertilizantes orgânicos e ainda tem uma importante contribuição ambiental, conforme explica a responsável técnica da empresa, Patricia Schumacher: “Existe uma crença de que o orgânico é lento para dar respostas e a gente conseguiu dar essa resposta pro produtor, numa safra mais rápido do que os produtos concorrentes. Além de ser um produto feito com matérias-primas naturais, ele utiliza o dejeto suíno, que hoje é um problema principalmente aqui na região Oeste do Paraná”, explica.

 

Após a entrada para a incubação do PTI, em 2017, a empresa ganhou força de mercado e passou a vender o fertilizante como produto regulamentado e registrado. O fertilizante já tem sido comercializado para agricultores da região e de outros estados, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, líderes em produção agrícola no País.

 

 

De acordo com Patrícia, a receptividade tem sido boa. “Os produtores, de um modo geral, têm sido muito receptivos. Nós percebemos que eles buscam soluções mais sustentáveis e alternativas, e quando testam o produto a maioria deles retorna e compra para toda a sua área.”

 

Para o uso do fertilizante orgânico da Embio, geralmente, segundo a técnica, são investidos em torno de R$ 150 por alqueire plantado. O resultado é de 10% no aumento da produtividade final. Durante o processo, a fórmula foi sendo aprimorada, com base em testes em algumas propriedades do Paraná. 

Para 2019, a previsão da empresa é superar as vendas deste ano. Como meta, a intenção é crescer pelo menos 50% ao ano pelos próximos cinco anos. Para o diretor superintendente do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Jorge Augusto Callado, o apoio aos novos negócios fomenta um importante compromisso do Parque em promover o desenvolvimento das comunidades. 

 

 

A Incubadora Santos Dumont possui sede no PTI e conta com duas filiais, uma na Uniamérica, em Foz do Iguaçu, para projetos específicos de alunos da faculdade, e outra em Marechal Cândido Rondon.

 

De 2006 até 2017, foram lançados 11 editais para incubação. Neste período, 56 empresas passaram pela Incubadora do Parque, gerando um faturamento de aproximadamente R$ 50 milhões. Leia e ouça a matéria na Web Ràdio Água, o portal do PTI sobre Água, Energia e Sustentabilidade.