Dos Campos Gerais para o Brasil: plantio direto transformou cenário agrícola nacional

 

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No Brasil, o sistema de plantio direto (SPD) ganhou força a partir da instalação de indústrias de moagem de soja no Paraná, mais especificamente na região de Ponta Grossa. Com isso, o uso do solo ficou bem mais intenso. O panorama exigiu uma solução para diminuir os prejuízos de perda do solo em decorrência das chuvas de verão.

 

A partir disso, Franke Dijkstra, de Castro; Herbert Bartz, de Rolândia; e Manoel “Nonô” Pereira, de Ponta Grossa, formaram o trio de agricultores responsáveis pela implantação do plantio direto no Brasil. Depois de uma visita ao estado da Virgínia, nos Estados Unidos, Nonô trouxe as primeiras impressões do sistema que viria solucionar os problemas enfrentados pelos produtores paranaenses. Após testes iniciais e adaptações com as características regionais, os resultados começaram a aparecer. 

 

A prática possui três características fundamentais: rotação de culturas, cobertura permanente e pouca movimentação do solo. Além de aumentar a produtividade, o sistema pode ser mais barata e ambientalmente mais sustentável.

 

De acordo com a Embrapa, após o SPD estar consolidado, ocorre redução da quantidade de adubos, corretivos e horas de máquina (economizando combustível), além da produtividade também ser maior. Como consequência, o custo médio ou custo por unidade produzida torna-se menor nesse sistema, quando comparado com o cultivo convencional.

O SPD viabiliza a sustentabilidade da capacidade produtiva do solo, pela redução de perdas por erosão, mantendo a cobertura vegetal (palhada), reduzindo o assoreamento e a eutrofização de represas e cursos d'água, com melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo, elevando sua capacidade de infiltração e retenção de água. Isso influência, também, no seu teor de matéria orgânica, promovendo, portanto, a preservação do meio ambiente.

 

O custo de produção do milho plantado diretamente sobre a palha é 6% menor que na agricultura convencional, além disso, o gasto para evitar a erosão e captação de água é um terço menor, garantindo uma economia de 30% na reposição ambiental. Completando o ciclo de vantagens, ao extinguir o arado, os produtores economizam até 45 litros de combustível por hectare. 

 

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Franke Dijkstra, Herbert Bartz e Manoel “Nonô” Pereira, pioneiros do plantio direto no Brasil