Biocombustíveis é tema das atividades da VI Escola de Combustão

Promover a capacitação e aprofundamento de alunos e professores que já atuam na área de estudos de combustão de biocombustíveis é a proposta da 6ª edição da Escola de Combustão. O evento, que ocorreu entre os dias 7 e 11 de agosto no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), reuniu participantes de diversos Estados do Brasil e pesquisadores de outros países da América do Sul para um nivelamento de conhecimento sobre o uso e desenvolvimento de biocombustíveis por meio de palestras e cursos intensivos.

 

O principal objetivo do evento envolve o ensino e a atualização técnica e científica dos profissionais da área de geração de eletricidade. Os processos de aprendizagem ocorrem em ambientes de discussão técnica no formato de imersão, fazendo do evento uma escola para a criação e consolidação de parcerias entre pesquisadores experientes, instrutores nacionais e internacionais, engenheiros e estudantes. Sob a temática “Combustão de Biocombustíveis”, foram realizadas seis palestras, dois cursos, exposição de pôsteres e estandes ao longo dos cinco dias do evento. Também foram abordados temas referentes ao calor de processo e propulsão oriundos de combustão de fontes renováveis e fósseis, e a seu respectivo controle ambiental.

 

 

A discussão sobre biocombustíveis vem passando por mudanças cuja compreensão e adequação se fazem necessárias aos profissionais e aspirantes a atuarem na área, conforme ressaltou o coordenador geral do evento, Marcelo Risso Errera. “O biocombustível não é novo; por exemplo, há tempos utilizamos óleo de soja e palha de cana. Mas estamos em um novo ciclo, onde entram o biogás, o hidrogênio derivado de biomassa, o etanol de segunda geração, e combustores de biomassa com maior rigor de emissões. Por meio da escola, os participantes sairão com novas ideias, levando e perseguindo questões acerca do novo paradigma dos biocombustíveis que está começando”, ponderou Errera.

 

Para o professor de Engenharia de Energia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Fabyo Luiz Pereira, o tema está diretamente ligado a todos. “A combustão está presente em 85% das fontes de energia mundiais, seja nos automóveis ou em processos produtivos industriais. O tema desta edição, sobre biocombustíveis, é de extrema importância para a nossa região devido à sua característica econômica em torno do agronegócio e à sua localização na tríplice fronteira”, pontuou.

Um dos cursos da escola foi ministrado pelo professor titular da Universidade Federal de Itajubá, Electo Eduardo Silva Lora. “O evento permitiu disseminar a experiência de diferentes grupos, estabelecer a cooperação entre pesquisadores, aproximar o contato com alunos por meio das palestras, e ajudar as pessoas do campo a se conhecerem e terem acesso aos resultados e metodologias encontrados”, concluiu.

 

Segundo a aluna da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Suzane Pereira dos Santos Nascimento, a realização do evento no PTI permitiu aos participantes complementarem seus estudos ao conhecerem as plantas de biogás e de hidrogênio. “Esta integração de trazer pessoas diferentes de lugares diferentes e permitir uma troca de conhecimento é muito rica”, avaliou.

 


Evento ocorreu no PTI entre os dias 7 e 11 de agosto.

 

Esta é a primeira vez que o Paraná recebe uma edição do encontro, devido ao reconhecimento do PTI como polo de desenvolvimento de biocombustíveis no Oeste do Estado. O evento é realizado bienalmente. Sua sexta edição foi viabilizada por meio da Rede Nacional de Combustão, com o apoio do PTI, Unila, Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM), e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).